"Aprovamos a lei contra o racismo e a discriminação, que busca a igualdade entre os bolivianos e bolivianas", declarou o presidente depois de assinar a nova norma. Morales advertiu que a nova lei visa a "descolonizar a Bolívia e evitar a discriminação dos povos indígenas".
A medida, no entanto, foi alvo de protestos dos parlamentares opositores que a denunciam como um atentado contra a liberdade de expressão. Cerca de 60 jornalistas também estão em greve de fome em todo o país, e dezenas de profissionais da comunicação realizam protestos em La Paz contra essa lei.
Os jornalistas criticam o artigo 16 desta lei que pune até com a suspensão da concessão de meios de comunicação que incorrerem em discriminação. Também protestam contra o artigo 23 que suspende a imunidade dos jornalistas, que poderão ser julgados ante a justiça por racismo.