Os mísseis Patriot não ficarão prontos de imediato, conforme tropas americanas que dão apoio à ação. Além dos Estados Unidos, Alemanha e Holanda também devem enviar duas baterias de Patriot e até 400 soldados cada uma.
Em território sírio, o regime tenta manter o controle de Damasco e utiliza a aviação, sua principal arma no conflito, e artilharia pesada para bombardear localidades próximas a capital, onde a rebelião estabeleceu sua retaguarda para lançar ataques.
Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), novos reforços militares foram enviados para Daraya, que o Exército tenta reconquistar há duas semanas. As tropas fecham cerco a Muadamiyatmiyat al-Sham e Daraya, no sudoeste, onde as operações militares e ataques mortais se multiplicaram recentemente.
A rede de militantes opositores ao regime da Comissão Geral da Revolução Síria (CGRS) explicou que Muadamiyat al-Sham é "bombardeada diariamente porque fica na estrada para o aeroporto" Internacional de Damasco, palco recente de combates. O jornal Al-Watan, ligado ao regime sírio, indicou nesta sexta-feira que o Exército de Bashar al-Assad "ganhou na quinta-feira a batalha contra os terroristas em Daraya e destruiu seus últimos redutos", acrescentando que a frente jihadista Al-Nusra sofreu muitas baixas nos combates.
As autoridades sírias definem os rebeldes como terroristas, armados e financiados pelo exterior. As tropas do regime foram expulsas de amplas áreas do norte e do leste do país, mas tentam se manter em uma zona que vai do sul do país até a costa oeste, região natal de Assad, passando por Damasco e sua periferia.
A Síria mergulhou em uma guerra civil após a repressão do regime a uma onda de contestação popular que se militarizou. Os combates entre soldados regulares e desertores, apoiados por civis que pegaram em armas e também jihadistas do exterior, não tiveram trégua desde então. O conflito causou mais de 60 mil mortes, segundo a ONU.
Em um registro provisório da violência nesta sexta-feira, o OSDH contabilizou 115 mortos, sendo 66 civis, incluindo 51 em Damasco e em sua periferia. Entre as vítimas do dia estão um membro da família do general Rustom Ghazalé, chefe da Segurança política, e um jornalista pró-regime. Na quinta, 191 pessoas morreram. Durante a madrugada, um atentado deixou 11 mortos em Massaken Barzé, no norte de Damasco, onde vive uma grande comunidade alauíta, minoria religiosa a que pertence o presidente Bashar al-Assad.
Os atentados, principalmente com carros-bomba, se multiplicaram nos últimos meses na capital síria tendo como alvo prédios governamentais e das forças de segurança, mesmo com o forte esquema de proteção. Como a cada sexta-feira desde o início do conflito, manifestantes se reuniram em várias regiões do país a pedido dos militantes anti-regime e em apoio à cidade de Homs, que está sitiada há seis meses pelo Exército. Em página no Facebook, os militantes afirmaram que esse cerco mergulhava "cerca de 420 famílias muçulmanas e cristãs, incluindo 210 crianças de menos de doze anos e 34 bebês" em uma grave crise humanitária.