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Exército egípcio promete transição democrática na era pós-Mubarak

Forças Armadas se comprometeram a respeitar tratados internacionais e empossar governo civil eleito

Exército egípcio promete transição democrática na era pós-Mubarak
Exército egípcio promete transição democrática na era pós-Mubarak Foto : Stan Honda/AFP
As Forças Armadas do Egito se comprometeram, neste sábado em comunicado na TV, a promover transição pacífica para um governo civil eleito. Os líderes militares garantiram que respeitarão todos os tratados internacionais, um dia depois de Hosni Mubarak renunciar à presidência.

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Nas ruas do Cairo milhares de pessoas dão prosseguimento às celebrações com a esperança de um futuro melhor após a queda do regime de Mubarak, de 82 anos, que completaria três décadas no poder.  "O governo atual e os governadores seguirão trabalhando até a formação de um novo comando", destacou o conselho militar.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou o compromisso das Forças Armadas egípcias de respeitar o tratado de paz com seu país. "O tratado de paz em vigor há tanto tempo no Egito tem sido muito positivo para ambos os paises e é a pedra fundamental para a paz e a estabilidade no Oriente Médio", afirma o comunicado do gabinete de Netanyahu.

Neste domingo, primeiro dia de trabalho depois do fim de semana muçulmano, o gabinete fará a primeira reunião oficial.
Mostra de uma volta à normalidade, o Exército anunciou mudanças no toque de recolher, que agora ficará em vigor de meia-noite até 6h.

Passada a noite de celebração eufórica pela queda do presidente Mubarak, os militantes que passaram 18 dias na Praça Tahrir se mostraram determinados a continuar lutando até que o ex-chefe de Estado seja julgado e a sociedade democrática que anseiam se torne uma realidade. "A luta não acabou porque temos ainda muitas reivindicações", declarou Manal Ghannamy, 40 anos, professora de francês e membro do movimento "Todos somos Jalel Said", nome dado em homenagem a um jovem que morreu nas mãos da polícia em junho.

Mohamed Rida, uma ativista de 26 anos, é enfática: "Não queremos ser governados pelo exército, mas daremos ao exército o tempo necessário para fazer as reformas. O exército nos tratou com tanto respeito que agora temos que confiar em suas promessas."


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