De acordo com um militante de Hama, o grupo se reuniu neste sábado com moradores da localidade e "inspecionou os locais atacados e construções cobertas de sangue". Uma primeira patrulha chegou ao lugar na sexta-feira para verificar se a localidade estava acessível, indicou Ghosheh.
No entanto, o governo local parecia hoje mais do que nunca determinado a esmagar os redutos rebeldes, em particular na província de Deraa, berço da contestação iniciada há cerca de 16 meses. Helicópteros militares bombardearam Khirbet Ghazalé, antes que tanques e centenas de soldados ocupassem a cidade abrindo caminho para as ações de milícias pró-regime. Eles saquearam e incendiaram casas abandonadas por seus moradores, segundo o OSDH e um militante no local.
"O Exército entrou sem resistência", pois os rebeldes do Exército Sírio Livre (ESL, composto essencialmente de desertores) tinham deixado a cidade antes da invasão, afirmou o militante que atendeu pelo nome de Bayane Ahmad, indicando "dezenas de feridos" e a falta total de assistência médica.
Em todo o país, a repressão e os combates deixaram pelo menos 28 mortos neste sábado. Na sexta-feira, os atos de violência haviam tirado a vida de pelos menos 118 pessoas, em sua maioria civis, de acordo com o OSDH, que se baseia em uma rede de militantes e testemunhas.