No momento em que os rebeldes tomaram o controle de postos na fronteira com o Iraque e a Turquia, o Exército turco reforçou o seu aparato de segurança mobilizado ao longo da fronteira síria com o deslocamento de baterias de mísseis e de veículos de transporte de tropas para Mardin (sudeste).
Na frente diplomática, a capital do Catar acolheu no início da noite uma reunião ministerial do comitê árabe de acompanhamento do conflito na Síria, enquanto o presidente Bashar al-Assad perde cada vez mais força após os violentos combates em Damasco e a morte de quatro autoridades importantes em seu governo, na semana passada.
Na capital síria, onde o regime mobilizou suas unidades de elite para a batalha, segundo militantes, com o Exército lançando uma ofensiva contra os bairros de Barzé (nordeste), Roukneddine (norte) e Mazzé, (oeste). As autoridades anunciaram também que o Exército havia "limpado" o bairro de Qaboun (leste) e que muitos "terroristas" tinham morrido.
Segundo o OSDH, centenas de soldados foram mobilizados no bairro de Mazzé e iniciaram buscas em meio a fortes tiroteios. As forças regulares, apoiadas por tanques e helicópteros, também lançaram um ataque em Barzé, e conseguiram entrar nesse bairro da periferia, de acordo com o OSDH, que registrou a retirada dos combatentes rebeldes e um grande êxodo de moradores.
Segundo um militante que se identificou pelo nome de Abu Omar, o Exército enfrenta resistência no bairro de Roukneddine, que possui uma forte comunidade curda e as autoridades lançaram apelos aos moradores para que deixem a área. A rede de televisão pública desmentiu que os bairros de Damasco estejam sendo atacados por helicópteros.
No centro da capital, agentes de segurança reforçaram sua presença, revistando carros e verificando os documentos de identidade, segundo moradores. A situação de carestia é cada vez pior, e os moradores faziam fila nas padarias.