O senador John McCain, uma figura proeminente do Partido Republicano, que foi o indicado do partido às eleições presidenciais de 2008, retirou formalmente seu apoio a Donald Trump neste sábado, após as declarações polêmicas que sacudiram sua campanha para a Casa Branca.
"Eu quis apoiar o candidato que o nosso partido indicou. Não foi minha escolha, mas como um indicado no passado, pensei que era importante respeitar o fato de que Donald Trump obteve a maioria dos delegados, pelas regras estabelecidas pelo nosso partido. Eu pensei que devia esta deferência a seus apoiadores", declarou McCain, ao ler um comunicado, somando-se ao crescente número de republicanos que retiraram seu apoio a Trump.
"Mas o comportamento de Donald Trump esta semana, concluindo com a revelação destes comentários degradantes sobre as mulheres e a ostentação de ataques sexuais tornam impossível continuar até mesmo a dar um apoio condicional à sua candidatura", prosseguiu. "Cindy e eu não votaremos em Donald Trump", acrescentou, falando de sua esposa.
"Eu nunca votei em um candidato democrata e não votarei em Hillary Clinton. Escreveremos o nome de algum bom republicano conservador qualificado para ser presidente", concluiu.
Ex-candidato republicano à Casa Branca, John McCain retira apoio a Trump
Decisão ocorre após vazamento de polêmicas declarações<br />