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Ex-chanceler de Saddam Hussein é condenado à morte

Tarek Aziz foi julgado por seu papel na repressão da comunidade xiita nos anos 80

Foto : BAGDÁ (AFP)
A justiça do Iraque condenou à morte nesta terça-feira o ex-chanceler e ex-vice-premier de Saddam Hussein Tarek Aziz, de 74 anos, por seu papel na repressão da comunidade xiita nos anos 80. Detido desde a rendição após a invasão americana no Iraque em 2003, ele foi condenado à morte ao lado de outros dois homens fortes do regime de Saddam Husein: o ex-ministro do Interior Saadun Shaker e o ex-secretário do ditador, Abid Hamud.

O filho de Tarek Aziz, Ziad Aziz, disse que a condenação é uma vingança. "Como demonstra o WikiLeaks nos documentos publicados, a condenação à morte de meu pai é uma operação de vingança contra tudo que tem laços com o passado no Iraque", declarou.

O WikiLeaks publicou na última sexta quase 400 mil documentos secretos do Pentágono, que mostram que o Exército americano tolerou abusos durante a guerra do Iraque. Estão registradas as mortes de 109.032 pessoas no Iraque, incluindo 66.081 civis.

Os Estados Unidos invadiram o Iraque em 2003 sob a alegação de que o governo iraquiano possuía armas de destruição em massa que eram uma ameaça para o mundo. Depois da invasão, as supostas armas nunca foram encontradas. A lei iraquiana estipula que as condenações à pena capital devem ser confirmadas pelo conselho presidencial antes de ser aplicadas.

Comissão Euroéia condenou a sentença

Azizm foi transferido em julho do campo de detenção americano Cropper para a penitenciária iraquiana de Kazimiya. Ele já havia em março de 2009 a 15 anos de prisão por crimes contra a humanidade pela execução de 42 comerciantes em 1992. Em agosto, a Alta Corte Penal o condenou a sete anos de prisão por seu papel nos excessos contra os curdos xiitas nos anos 80.

Único cristão do círculo restrito de homens fortes da ditadura de Saddam Husein, Tarek Aziz se entregou às tropas americanas em abril de 2003. Ex-ministro da Informação, vice-premier e chanceler, sempre esteve ao lado do ditador

A Comissão Europeia lembrou após o anúncio que é contrária à pena capital. "Nossa postura sobre a pena de morte é conhecida", disse a porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, ao ser questionada sobre a sentença.


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