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Ex-militares são suspeitos de cometer três atentados na França

Tiroteio que vitimou quatro pessoas hoje foi feito com mesma arma que outros dois atos

A mesma arma de calibre 11,43 mm foi usada nos três ataques ocorridos neste mês em Toulouse e Montauban, indicou à AFP uma fonte ligada às investigações. Trata-se da mesma arma que foi usada em 11 de março, no assassinato de dois militares em Toulouse, depois quatro dias mais tarde de dois outros militares em Montauban, e, por fim, nesta segunda-feira, no ataque contra um colégio judeu em Toulouse, quando morreram quatro pessoas, segundo a fonte.

Ex-paraquedistas do regimento de Montauban, que foram expulsos da Forças Armadas em 2008, tornaram-se os principais suspeitos de terem matado quatro pessoas, nesta segunda-feira, em uma escola judaica, em Toulouse, na França, segundo a revista francesa Le Point. Os três homens também são suspeitos de terem matado dois soldados do regimento de Montauban, na quinta-feira e de terem assassinado outro militar, em 11 de março, em Toulouse.

Em 2008, um ex-soldado denunciou os três militares, que teriam ligação com neonazistas. Após investigação, o trio foi expulso das Forças Armadas. O perfil dos três homens, fortes, tatuados e vestidos de preto, é muito similar àquele descrito por testemunhas do autor dos disparos na escola judaica.

Os três militares mortos nos ataques em Montauban e Toulouse são franceses de origem norte-africana. Dois deles são muçulmanos. A coincidência do assassinato de pessoas francesas de religiões não-cristãs e de diferentes origens intrigam os investigadores que já perceberam outra similaridade nos ataques.

O responsável pelos assassinatos na escola judaica usava duas armas, uma delas do mesmo calibre daquela usada nos ataques aos militares na semana passada. A polícia investiga agora a ligação entre os três casos e o suposto envolvimento dos três ex-militares, ou pelo menos de um dos três, nos ataques.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, visitou a escola judaica, em Tolouse, onde quatro pessoas foram assassinadas". "A barbárie, a crueldade não podem vencer. O ódio não pode ganhar porque a República é mais forte", disse. Para ele, o que aconteceu no colégio Ozar Hatorá é uma tragédia nacional.

O político, que está em campanha eleitoral para se reeleger como presidente, prometeu achar o autor do ataque. Sarkozy anunciou que será feito um minuto de silêncio em todas as escolas francesas na terça-feira e que o Estado se empenhará na investigação do crime. O presidente disse ainda que seu ministro do Interior, Claude Gueant, permanecerá em Toulouse o tempo necessário para chegar ao fundo de uma série de tiroteios na área de Toulouse que ele acredita estar relacionados.

Um professor, seus dois filhos e um adolescente morreram e várias outras pessoas ficaram feridas após disparos em frente a uma escola judaica em bairro residencial da cidade de Toulouse, no sudoeste da França.

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