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Ex-premier do Paquistão reivindica vitória em eleições legislativas

Pleito foi marcado por forte participação e pela violência, que deixou 26 mortos

Participação nas eleições foi próxima de 60%
Participação nas eleições foi próxima de 60% Foto : Arif Aali / AFP
O ex-premier do Paquistão Nawaz Sharif reivindicou a vitória de seu partido, que o habilita a liderar o governo como primeiro-ministro em um terceiro mandato, após as eleições legislativas deste sábado, marcadas por uma forte participação e pela violência, que deixou 26 mortos.

Segundo projeções dos canais de TV, a Liga Muçulmana (PML-N), de Sharif, teve uma ampla vantagem sobre os principais rivais: o Movimento pela Justiça (PTI, do ex-astro do críquete Imran Khan) e o Partido do Povo Paquistanês (PPP, da família Bhutto).

Após a apuração de cerca de um quarto dos votos, os canais indicavam que o partido de Sharif teria 100 dos 272 assentos, cerca de 30 iriam para o PTI, e outros para o PPP.  "Temos que agradecer a Deus por ter dado à PML-N uma nova oportunidade de servir ao Paquistão", disse Sharif a simpatizantes reunidos em Lahore. "Os resultados continuam chegando, mas já temos a confirmação de que a PML-N irá emergir como principal partido."

A Liga Muçulmana, no entanto, não conquistaria a maioria absoluta. Neste caso, deverá negociar com os outros partidos para formar uma coalizão. O partido de Khan, que prometia acabar com a corrupção, reconheceu a derrota, mas afirmou que, segundo os resultados, irá liderar o próximo governo provincial no noroeste do país.

A ascensão de Sharif pela terceira vez ao cargo de primeiro-ministro representa um fato inédito no Paquistão. Ele ocupou o cargo entre 1990 e 1993, até ser derrubado por corrupção, e entre 1997 e 1999, quando foi deposto por um golpe militar. Segundo a comissão eleitoral, a participação nas eleições foi "próxima de 60%", a mais alta desde 1977. Nas últimas eleições, em 2008, o índice foi de 44%.

Mais de 86 milhões de pessoas estavam habilitadas a votar para escolher 342 deputados e representantes em quatro assembleias provinciais. As eleições de hoje foram consideradas históricas, já que permitirão que um governo civil passe o poder a outro depois de um mandato de cinco anos, algo inédito no país, criado em 1947 e com uma história marcada por golpes de Estado.

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