De acordo com o comunicado, "a decisão de Duhalde não se vincula e nem deve ter qualquer leitura relacionada com a morte de Néstor Kirchner, no final de outubro. Ele sempre pensou em sua postulação à Presidência da Argentina. Não há qualquer fundamento nas versões segundo as quais Eduardo Duhalde teria pensado em desistir da disputa eleitoral".
Até o momento, a sucessão de Cristina Kircher era discutida quase que exclusivamente no ambiente oficialista, a partir de declarações do ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman, e do chefe de gabinete da Casa Rosada, Aníbal Fernandez, que deram várias declarações afirmando que a presidenta está pronta para s reeleição.
Entidades que apoiam o governo argentino como a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a Associação das Mães da Praça de Maio também se manifestaram nos últimos dias, apoiando a candidatura de Cristina Kirchner.
Eduardo Duhalde, um dos nomes mais conhecidos do chamado peronismo, governou a Argentina de janeiro de 2002 a dezembro de 2003, período em que o país enfrentou a sua pior crise econômica. Ele cumpriu o restante do mandato do então presidente Fernando de la Rúa, que renunciou ao cargo por causa da crise, somente vencida quando Néstor Kirchner assumiu a Presidência em 2003. Kirchner deixou o governo em 2007, passando a faixa presidencial para sua mulher Cristina Kirchner.