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Mubarak, 82 anos, também cumprirá 15 dias de detenção no hospital internacional de Sharm el-Sheikh, um balneário às margens do Mar Vermelho, onde foi internado na terça-feira depois de sofrer uma crise cardíaca quando era interrogado pela Justiça.
Mubarak e os dois filhos estão sendo interrogados em uma investigação judicial sobre o uso da violência contra os manifestantes em janeiro e fevereiro. Os protestos que levaram à renúncia de Mubarak deixaram 800 mortos.
A penitenciária de Tora já recebeu outras antigas autoridades do regime de Mubarak, em particular o ex-premier Ahmad Nazif, o ex-presidente do Senado Safuat el-Sherif e o ex-chefe de gabinete da presidência Zakaria Azmi.
Alaa e Gamal são acusados de terem ordenado tiros contra os manifestantes durante os protestos de 25 de janeiro a 11 de fevereiro, quando Mubarak renunciou após intensa pressão. No domingo, o promotor Abdel Maguid Mahmud ordenou o inquérito contra a família, dentro de uma investigação de corrupção e abuso de poder.