O porta-voz da Suprema Corte dos Estados Unidos se limitou a informar que o caso está sendo analisado. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recusou intervir para impedir a execução de Troy Davis, explicando que o caso não diz respeito ao poder federal.
No corredor da morte há 20 anos pelo assassinato do policial branco Mark MacPhail, o negro Troy Davis foi condenado à pena capital após um processo repleto de vícios judiciais. Durante a apuração, nove testemunhas do assassinato cometido em 1989 indicaram Davis como o autor do tiro, mas a arma do crime nunca foi encontrada e nenhuma prova digital ou traço de DNA descoberto. Depois, sete testemunhas se retrataram, mas isso não foi suficiente para convencer a justiça de rever seu veredicto.
Na noite desta quarta, Anneliese MacPhail, mãe do policial, disse à CNN que ficou "absolutamente devastada" com este novo adiamento da execução, e reafirmou sua convicção de que Davis é o assassino. "Este caso foi revisto por todas as instâncias judiciais da Geórgia e esteve três vezes na Suprema Corte", destacou Anneliese.