Este é o primeiro atentado ocorrido neste bairro, um dos mais antigos da capital. Por temer os islamitas, a hierarquia cristã e boa parte da comunidade tomou partido do regime do presidente Bashar al Assad.
O ataque ainda coincide com a visita do emissário da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, que se reuniu com o presidente sírio. Brahimi foi ao país propor uma trégua às partes envolvidas no conflito durante a festa muçulmana do Aid al Adha, que é celebrada no dia 26 de outubro. "Peço a todos, a cada sírio, nas ruas, nas aldeias, aos combatentes no exército regular sírio e aos opositores, que tomem uma decisão unilateral de cessar as hostilidades por ocasião do Aid al Adha e que essa trégua seja respeitada a partir de hoje ou amanhã", afirmou à imprensa após a reunião.
Brahimi afirmou que esta se trata de uma iniciativa pessoal e não de um detalhado plano de paz. Depois assinalou que entrou em contato com os dirigentes da oposição civil dentro e fora da Síria e com grupos armados dentro do país. "Encontramos uma recepção muito favorável ao nosso chamado", afirmou. "Voltaremos à Síria depois do Aid e, se realmente for instaurada a calma durante a festa, continuaremos trabalhando para conseguir uma trégua duradoura", acrescentou.