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Explosão de oleoduto mata 120 pessoas no Quênia

Segundo testemunhas, acidente ocorreu em uma tentativa de roubo de gasolina da tubulação

Moradores observam local de incêndio
Moradores observam local de incêndio Foto : Tony Karumba / AFP / CP
Cerca de 120 pessoas morreram queimadas e mais de cem foram hospitalizadas nesta segunda-feira após a explosão e o incêndio de um oleoduto em um subúrbio pobre de Nairóbi, a capital do Quênia. "Estimamos o número de mortos em mais de 100", disse Thomas Atuti, chefe policial da região.

A explosão ocorreu na zona industrial de Lunga Lunga, rodeada pelo bairro pobre de Sinai, densamente povoado. "Houve um vazamento na tubulação e as pessoas tentavam pegar combustível", declarou um morador do bairro, Joseph Mwego.

"Ouvimos uma grande detonação, uma forte explosão, e surgiram chamas e fumaça que chegaram ao céu", contou a testemunha. Os bombeiros tentavam conter o fogo, enquanto a polícia afastava os vizinhos do local da catástrofe. A Cruz Vermelha enviou uma unidade ao local. Próximo ao oleoduto, havia vários corpos carbonizados.

As autoridades não deram uma explicação oficial, mas, segundo os moradores do bairro, o acidente ocorreu quando várias pessoas tentavam tirar gasolina da tubulação que atravessa a região. Houve um vazamento, ou alguém abriu uma válvula.

Uma autoridade do município declarou que "o registro de corpos recuperados até o momento é de 120. E aumentará devido aos corpos no rio" próximo ao local do acidente, onde algumas vítimas se jogaram para tentar apagar as chamas que as queimavam.

A polícia colocou uma rede no rio para impedir que os cadáveres fossem arrastados pela correnteza. O chefe de um dos principais hospitais de Nairóbi, Richard Lesiampe, afirmou que 109 pessoas eram atendidas por queimaduras.

O presidente queniano, Mwai Kibaki, e o primeiro-ministro Raila Odinga foram ao local do incidente e manifestaram sua consternação. "É algo terrível", disse Odinga. "Nunca tinha visto algo assim em minha vida. Vi mulheres e crianças arderem, queimarem como lenha. O pior foi uma mulher carbonizada com seu bebê nas costas", contou o morador Francis Muendo.

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