A explosão ocorreu na zona industrial de Lunga Lunga, rodeada pelo bairro pobre de Sinai, densamente povoado. "Houve um vazamento na tubulação e as pessoas tentavam pegar combustível", declarou um morador do bairro, Joseph Mwego.
"Ouvimos uma grande detonação, uma forte explosão, e surgiram chamas e fumaça que chegaram ao céu", contou a testemunha. Os bombeiros tentavam conter o fogo, enquanto a polícia afastava os vizinhos do local da catástrofe. A Cruz Vermelha enviou uma unidade ao local. Próximo ao oleoduto, havia vários corpos carbonizados.
As autoridades não deram uma explicação oficial, mas, segundo os moradores do bairro, o acidente ocorreu quando várias pessoas tentavam tirar gasolina da tubulação que atravessa a região. Houve um vazamento, ou alguém abriu uma válvula.
Uma autoridade do município declarou que "o registro de corpos recuperados até o momento é de 120. E aumentará devido aos corpos no rio" próximo ao local do acidente, onde algumas vítimas se jogaram para tentar apagar as chamas que as queimavam.
A polícia colocou uma rede no rio para impedir que os cadáveres fossem arrastados pela correnteza. O chefe de um dos principais hospitais de Nairóbi, Richard Lesiampe, afirmou que 109 pessoas eram atendidas por queimaduras.
O presidente queniano, Mwai Kibaki, e o primeiro-ministro Raila Odinga foram ao local do incidente e manifestaram sua consternação. "É algo terrível", disse Odinga. "Nunca tinha visto algo assim em minha vida. Vi mulheres e crianças arderem, queimarem como lenha. O pior foi uma mulher carbonizada com seu bebê nas costas", contou o morador Francis Muendo.