Pelo menos 36 pessoas morreram em dois atentados nesta segunda-feira, executados por mulheres-bomba, nas estações de metrô de Lubianka e Park Kultury, no centro de Moscou. De acordo com o ministério das Situações de Emergência, o balanço provisório é de 36 mortos e 32 feridos, nos ataques mais sangrentos cometidos na capital russa desde 2004.
"Segundo as primeiras informações, as duas explosões foram cometidas por mulheres-bomba", afirma um comunicado dos Serviço de Inteligência (FSB, antiga KGB). A notícia sobre as mulheres-bomba já havia sido antecipada pelo prefeito de Moscou, Iuri Lujkov.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que o país continuará combatendo o terrorismo sem hesitar e ordenou um reforço da segurança nos transportes de toda a nação.
O primeiro atentado, que deixou 24 mortos e 17 feridos, aconteceu às 7h57min (0h57min de Brasília) em um vagão parado na estação Lubianka. A Praça Lubianka abriga a sede do FSB, sucessor da KGB soviética, que neste edifício interrogava e eliminava os dissidentes e pessoas caídas em desgraça durante as punições da então União Soviética.
O segundo atentado, executado na estação Park Kultury às 8h40min (1h40min de Brasília), matou pelo menos 12 pessoas e deixou 15 feridos.
Explosões no metrô de Moscou matam 36
Ataques foram causados por mulheres-bomba nas estações de Lubyanka e Park Kultury