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Extremistas assumem atentado na Nigéria

Ataque com carro-bomba contra escritórios da ONU deixou ao menos 18 mortos

Edifício da ONU fica localizado em Abuja, capital do país
Edifício da ONU fica localizado em Abuja, capital do país Foto : Henry Chukwuendo / AFP / CP
O porta-voz de uma seita radical muçulmana na Nigéria, conhecida localmente como Boko Haram, assumiu a responsabilidade pelo atentado com carro-bomba contra os escritórios da Organização das Nações Unidas na Nigéria nesta sexta. O ataque matou pelo menos 18 pessoas.

O porta-voz conversou com o serviço em língua haussa da BBC, que é ouvido no norte nigeriano, majoritariamente muçulmano. Boko Haram, que significa "educação ocidental é um sacrilégio", realizou uma série de ataques a bomba e assassinatos no norte da Nigéria no último ano.

Obama condena o ataque

Em Massachussets, o presidente americano, Barack Obama, condenou o ataque "horrível e covarde" contra o prédio da ONU na Nigéria e ofereceu condolências às vítimas e suas famílias. "A ONU tem trabalhado em parceria com o povo da Nigéria por mais de cinco décadas", disse Obama. "Um ataque contra funcionários públicos nigerianos e estrangeiros demonstra a falência da ideologia que levou a este ato hediondo", completou.

Testemunhas afirmaram que a bomba explodiu depois de um suspeito forçar a entrada passando pela segurança e lançar o carro dentro do prédio. Partes dos dois primeiros andares foram destruídas e equipes de resgate se apressaram em retirar os funcionários que estavam no interior do prédio.

"As pessoas que servem as Nações Unidas o fazem com um propósito simples: tentar melhorar a vida de seus vizinhos e promover os valores nos quais a ONU foi fundada – dignidade, liberdade, segurança e paz", afirmou o presidente dos EUA.

Mais cedo, o governo brasileiro repudiou o atentado. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores condenou o ato e prestou solidariedade às vítimas e parentes.

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