Nesta zona industrial, situada a 30 km de Dacca, a capital, encontram-se algumas das fábricas mais importantes do país, que conta com 4,5 mil de unidades no total. "Não houve praticamente nenhum trabalho nestas fábricas nas últimas duas semanas, após o início das manifestações dos trabalhadores contra as condições de trabalho e segurança", explicou Azim.
Segundo o chefe da polícia de Ashulia, Badrul Alam, a zona industrial abriga 500 fábricas, entre elas uma centena de empresas-chave que confeccionavam roupas para marcas ocidentais como a americana Walmart, a sueca H&M, a espanhola Inditex ou a francesa Carrefour. "Em 80% das fábricas os trabalhadores iniciaram greve hoje (segunda-feira) para pedir aumento de salário", indicou Alam. Os funcionários também exigem a execução do proprietário do edifício que desabou no dia 24 de abril deixando 1.127 mortos.
O colapso do Rana Plaza em Savar, nos arredores de Dacca, é a pior tragédia industrial do país. O edifício abrigava cinco ateliês de confecção e empregava mais de 3,5 mil trabalhadores que, em alguns casos, recebiam menos de 40 dólares por mês.
Bangladesh é o segundo exportador do mundo de roupas devido aos baixos salários e à abundante mão-de-obra. Este setor chave da economia, que gera 29 bilhões de dólares por ano, representou em 2012 80% das exportações do país.