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FAB levará médicos legistas e urnas funerárias ao Haiti

Aeronave também transportará medicamentos e mantimentos

Homens do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal embarcaram em avião da FAB rumo a Porto Príncipe na quinta-feria
Homens do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal embarcaram em avião da FAB rumo a Porto Príncipe na quinta-feria Foto : Rodrigues Pozzebom/ABr
Mais uma aeronave KC-137 da Força Aérea Brasileira (FAB) decola hoje rumo ao Haiti transportando, além de passageiros e suprimentos, 18 urnas funerárias. Segundo a FAB, a aeronave partirá da Base Aérea do Galeão com aproximadamente 30 passageiros, entre eles o embaixador Antonio Patriota e três médicos legistas do Exército Brasileiro.

Além disso, o avião levará 5,3 toneladas de medicamentos, 3,1 toneladas de mantimentos, 8,8 toneladas de fardamento e roupas de cama e 20 barracas, totalizando cerca de 20 toneladas de material.

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Mais de 15 mil corpos de vítimas do terremoto que devastou o Haiti na terça-feira foram recolhidos e enterrados, declarou nesta sexta-feira o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive.

Bellerive reconheceu, no entanto, que se trata de um balanço "extremamente parcial". "Nos contentamos simplesmente em recolher os mortos que estavam nas artérias" da cidade, disse. A estimativa é a de que milhares de cadáveres ainda estejam sob os escombros.

A cada cinco minutos, um veículo chega às portas do cemitério de Porto Príncipe, e mais um corpo é depositado na vala comum que as autoridades mandaram cavar nesta sexta-feira, numa vã tentativa de tirar das ruas as centenas de corpos que se decompõem a céu aberto.

País corre contra o tempo para distribuir comida e água

Conforme a comida, água e outras formas de ajuda começavam a chegar ao Haiti em grandes quantidades, as organizações de assistência e os funcionários se concentravam em fazer chegar essas provisões ao danificado aeroporto e aos sobreviventes famintos, em grande número nas ruas da capital, Porto Príncipe.

A secretária do Estado norte-americana, Hillary Clinton, lembrou ontem que há, no momento, uma "corrida contra o tempo" antes de que a ansiedade e a fúria das vítimas gerem problemas adicionais. Os encarregados do resgate advertiam que a capital se somará ao caos, se as provisões não foram repartidas com rapidez.