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Facebook "entrega" jovens que mentiram para não servir Exército

Fotos revelaram que mulheres não eram judias ortodoxas como afirmavam

Ao menos 1.100 mulheres israelenses que se fizeram passar por judias ortodoxas para não servir ao Exército hebreu foram desmascaradas por suas contas no Facebook, informou nesta terça-feira um oficial. Por meio da rede social, o Exército conseguiu identificar mais de mil mulheres que mentiram para escapar do serviço militar, disse à AFP o capitão Arye Shalicar.

Uma das jovens foi identificada ao publicar uma foto de uma festa em um restaurante que não era "casher", ignorando as normas alimentares do judaísmo, destacou o oficial. Outras foram reconhecidas por fotos com roupas inadequadas aos padrões da comunidade ortodoxa, disse o capitão Shalicar. Algumas caíram na "armadilha" ao aceitar convites para festas na noite de sexta-feira, quando deveriam observar o "Shabat", revelou o oficial.

O serviço militar é obrigatório para os israelenses com mais de 18 anos. Os homens devem servir três anos e as mulheres, dois. Mas mulheres que declaram que só podem ingerir comida "casher" e que observam a celebração do "Shabat" ficam isentas do serviço militar. Quando uma mulher faz tal declaração, o Exército tem 60 dias para verificar as declarações.