"Não sabemos se poderemos tirar a peça danificada", afirmou. "Se não a retirarmos, não sei se podemos continuar perfurando esse túnel", disse Golborne em coletiva de imprensa. "O plano B poderia continuar sendo perfurado em outro túnel, mas seria complexo", completou.
O túnel do "plano B", a cargo da perfuradora T-130, que na quinta-feira tinha alcançado 268 metros de um total de 630, continua sem avançar desde então devido à quebra de uma peça dentro do túnel, a qual as equipes tentam retirar.
O ministro começou a coletiva de imprensa mostrando alguns pedaços de metal escuro sobre a palma da mão, de um tamanho semelhante a um ovo de galinha. "São partes do martelo" danificado, e "conseguimos retirá-las na segunda tentativa", explicou. "Na primeira tentativa, conseguimos soltar a peça", disse. "Agora estamos na terceira tentativa, esperamos conseguir retirar todas as partes que ficaram soltas no túnel perfurado." O engenheiro André Sougarret, chefe das tarefas de resgate, explicou que o material que falta retirar pesa de três a cinco quilos.
Por outro lado, o ministro disse que o plano A continua perfurando "normalmente" e alcançou 212 metros sobre um total de 702, enquanto os principais elementos da sonda petroleira que perfurará a "alternativa C" chegaram à mina e (a máquina) "já está sendo montada", o que levará em torno de 10 dias.
Finalmente, Golborne confirmou que o "poliduto", um cano plástico embutido até a mina, está trabalhando bem, e leva - além de água, ar e comunicação - eletricidade aos mineiros, particularmente para iluminação. Os 33 mineiros estão presos a 700 metros de profundidade depois do deslizamento na mina San José em 5 de agosto passado.