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Falta de acordo põe fim à trégua em Gaza, diz Hamas

Israel chegou a anunciar que estava pronto para estender a trégua

Falta de acordo põe fim à trégua em Gaza, diz Hamas
Falta de acordo põe fim à trégua em Gaza, diz Hamas Foto : Mahmud Hams / AFP / CP
O subchefe do Hamas, Mussa Abu Marzuk, declarou nesta quarta que não se chegou a um acordo sobre a prolongação do
cessar-fogo de 72 horas com Israel na Faixa de Gaza, o qual expira nesta sexta-feira.

"Não há acordo para prolongar o cessar-fogo", escreveu Abu Marzuk em sua conta no Twitter. Ele faz parte de uma delegação de palestinos que participam das negociações com os israelenses mediadas pelo Cairo.

Hoje, Israel chegou a anunciar que estava pronto para estender a trégua por tempo indeterminado.

A Organização das Nações Unidas declarou estar disposta a ajudar na reconstrução de Gaza, mas pela última vez, segundo seu secretário-geral, Ban Ki-moon, que pediu por uma paz duradoura durante uma reunião especial da Assembleia Geral da organização. "Será que devemos continuar construindo, destruindo, construindo e destruindo?", questionou Ban, assegurando que "esta deve ser a última vez que se reconstrói" a Faixa de Gaza. O conflito também mergulhou no abismo uma economia já estraçalhada de um pequeno território em que 1,8 milhão de pessoas tenta sobreviver ao bloqueio israelense.

Do lado israelense, 64 soldados e três civis morreram. Os serviços de emergência palestinos ainda tentam limpar as ruas e recuperar corpos ainda sob os escombros em Shajaya e Khuzaa. Os trabalhadores das companhias de eletricidade também se esforçam para restabelecer o fornecimento do serviço. A Liga Árabe anunciou, por sua vez, que enviará em breve ministros de pelo menos quatro de seus países membros a Gaza como mostra de "solidariedade" com os palestinos. Esta delegação também deverá avaliar as necessidades para a reconstrução do território palestino, estimadas pela Autoridade Palestina em vários bilhões de dólares.

"Olhe para a minha casa, foi pulverizada", lamentava Abu Musa al-Rus em frente ao que um dia foram as paredes de sua residência e que agora não passam de pedaços de concretos pichados pelos soldados israelenses.
Para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o Hamas é o responsável pelos sofrimentos na Faixa de Gaza. O premiê disse ainda que a ofensiva em Gaza é justificada e proporcional à ameaça representada pelo movimento islamita palestino. Também destacou que é importante que a Autoridade Palestina desempenhe um papel em Gaza. "Acho que isso é importante para a reconstrução de Gaza", afirmou à imprensa.