O jovem haitiano Stevie Zaphir, de 24 anos, estudante de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), contou, em entrevista à Rádio Guaíba, que está bastante angustiado com a falta de notícias sobre parentes e amigos que moram no Haiti.
“É uma situação lamentável, eu acho que estou sonhando ainda. Não consigo acreditar”, relatou. Steve não tem notícias de seus parentes e amigos desde o terremoto que atingiu o país na terça-feira. O estudante explicou que seu pai, um contador aposentado, sua mãe, comerciante, e quatro irmãos moram em uma das regiões mais atingidas de Porto Príncipe, capital haitiana. Outros familiares moram em áreas vizinhas.
"É um bom momento para pensarmos no nosso país, em pensarmos em reconstruir o Haiti. Vamos ter que começar do zero", afirmou Steve. Ele disse que o Haiti não possui apenas características negativas. "Há sim problemas de saneamento básico, de segurança, mas também somos um país muito bonito, com pontos turísticos bonitos. O que o Haiti precisa é investimento, escolas, empregos, instiuições que invistam no país."
Falta de contato angustia haitiano em Porto Alegre
Stevie Zaphir não consegue informações dos parentes em Porto Príncipe