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Família de indiana vítima de estupro pede pena de morte aos agressores

Jovem foi abusada sexualmente e agredida por seis homens em Nova Délhi

Indianos protestam por justiça após morte de jovem estuprada
Indianos protestam por justiça após morte de jovem estuprada Foto : Raveendran / AFP / CP
A família da estudante indiana vítima de um estupro coletivo disse nesta segunda-feira que não descansará até que os assassinos da jovem sejam enforcados. "A luta acaba de começar. Queremos que todos os acusados sejam enforcados e lutaremos até o fim para isso", declarou o irmão dela ao jornal Indian Express. A polícia finalizou a investigação sobre o caso e as acusações serão apresentadas nesta semana.

A estudante de fisioterapia, que planejava se casar em fevereiro, morreu no sábado em um hospital de Cingapura, pelos ferimentos causados pelos homens que a estupraram e espancaram em um ônibus em Nova Délhi. O corpo da vítima, de família pobre, foi cremado no domingo, de acordo com os rituais hindus.

No dia 16 de dezembro, a jovem e seu namorado voltavam do cinema em um ônibus, onde seis homens a estupraram e a agrediram sexualmente com uma barra de ferro para depois lançá-la do veículo. O namorado, um engenheiro informático de 28 anos, também sofreu graves ferimentos depois de ser atacado e lançado na estrada.

Familiares disseram ao jornal The Indian Express que o jovem participou de uma rodada de identificação de suspeitos em Tihar, uma prisão de segurança máxima de Nova Délhi. Seus agressores enfrentam a pena de morte, que na Índia é executada na forca, embora o país não costume aplicar esse tipo de sentença.

Em uma entrevista concedida ao mesmo jornal, o pai da jovem expressou sua angústia após a divulgação de sua morte. "É muito doloroso. Não consegui voltar a entrar em seu quarto. Ela nasceu nesta casa. Seus livros, suas roupas, tudo está ali", disse.

A família vive em um apartamento perto do aeroporto de Délhi, onde o pai trabalha depois de ter vendido suas escassas terras agrícolas para financiar os estudos da filha, segundo parentes. A polícia de Délhi, por sua vez, assegurou que a investigação estava quase completa, à espera da chegada do relatório da necropsia dos médicos de Cingapura, das conclusões dos especialistas forenses e das acusações, que serão divulgadas na quinta-feira. "Corresponde ao tribunal decidir quando o julgamento começará", disse o porta-voz da polícia, Rajan Bhagat.

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