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Família de Mursi processará Exército egípcio por sequestro

Presidente deposto está em local não informado desde 3 de julho

A família do ex-presidente do Egito Mohamed Mursi empreenderá ações ante a justiça nacional e internacional contra o chefe do Exército, general Abdel Fatah al-Sissi, por sequestro, anunciou nesta segunda-feira a filha Shaimaa Mursi. "Estamos iniciando ações legais local e internacionalmente contra Abdel Fatah al-Sissi, chefe do sangrento golpe de Estado militar, e seu grupo golpista", declarou em uma coletiva de imprensa.

Segundo ela, a deposição de Mursi causou problemas na saúde e integridade do ex-presidente. "Consideramos que o chefe do golpe de Estado e seu grupo são totalmente responsáveis pela saúde e integridade do presidente Mursi", acrescentou Shaimaa, sem informar se a família está em contato com o presidente deposto, detido em um local secreto pelo exército desde sua deposição, no dia 3 de julho.

Vários países, entre eles os Estados Unidos e a Alemanha, exigiram a libertação de Mohamed Mursi. As novas autoridades minimizaram as demandas, mas afirmaram no dia 10 de julho que Mursi está em local seguro e é tratado de forma digna. O presidente deposto foi interrogado no dia 14 de julho pela justiça sobre as circunstâncias de sua fuga da prisão em 2011 durante a revolução, segundo fontes judiciais.

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