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"Estou muito impressionado com o que aconteceu", lamentou o primeiro-ministro Jens Stoltenberg diantes das câmeras de televisão. "A Noruega está de luto ao lado dos familiares das vítimas", acrescentou. Stoltenberg disse ainda que se emocionou ao conversar com um adolescente que salvou um ferido se jogando em um lago com ele e nadando, carregando o amigo, até a costa, fugindo dos tiros.
O suspeito de abrir fogo foi detido e admitiu ser o autor dos diparos, afirmou uma autoridade da polícia norueguesa, acrescentando que os agentes ainda investigam se uma segunda pessoa teria participado do atentado na ilha, como dão a entender alguns depoimentos. Ao lado dos outros sete mortos na explosão de uma bomba nos arredores do prédio-sede do Governo norueguês, o balanço de vítimas fatais no duplo atentado chegou a 92 e ainda pode aumentar.
Os quinze países membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas "condenaram nos termos mais firmes" neste sábado os ataques. O Conselho "expressa sua profunda simpatia e sinceras condolências às vítimas deste odioso ato e a suas famílias, ao povo e ao governo da Noruega", destaca um comunicado.
"Todos os atos de terrorismo são criminosos e injustificados, não importa sua motivação". O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, já havia condenado na sexta-feira os dois atentados.