Nesta terça-feira, milhares de colombianos protestaram nas principais cidades do país pedindo a libertação dos reféns das Farc, 10 dias após a morte de três policiais e um militar em poder da guerrilha. Segundo a guerrilheira Sandra Velásquez, capturada na mesma zona onde morreram os três policiais e o militar, o grupo foi executado pelas Farc devido à aproximação das forças colombianas, no dia 26 de novembro passado, na província de Caquetá.
O Instituto Médico Legal colombiano informou que os quatro morreram com disparos a queima-roupa nas costas e que três deles apresentavam lesões na cabeça e no tórax. Um quinto refém, o sargento Luis Erazo, conseguiu fugir e agora se recupera em Bogotá.
No comunicado dessa terça-feira, as Farc lamenta "que quatro dos seis prisioneiros de guerra que pretendiam libertar unilateralmente tenham morrido em uma tentativa de resgate por parte do Exército colombiano, quando seguiam para o local onde seriam soltos".
"Surpreende a atitude do governo colombiano, que não duvidamos, sabia da nossa intenção. As Farc queriam libertá-los vivos, mas o governo de Juan Manuel Santos preferiu devolvê-los mortos a seus entes queridos".
O incidente provocou a morte do coronel Édgar Yesid Duarte, do major Elkin Hernández e do intendente Álvaro Moreno, todos policiais, e do sargento do Exército José Libio Martínez, o mais antigo refém da guerrilha, capturado em 21 de dezembro de 1997.
"Queremos prestar nossa homenagem a um lutador, chamado Alfonso Cano (morto pelo Exército em novembro), que sempre valorizou a vida e, consequentemente, uma solução política para o conflito, a troca de prisioneiros, a paz com justiça social, a soberania e a dignidade dos colombianos", destaca a mensagem das Farc.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, com 47 anos de luta armada, mantêm como reféns pelo menos 13 policiais e militares, que planejam trocar por alguns de seus 500 guerrilheiros presos na Colômbia e nos Estados Unidos.