O maior e mais antigo grupo guerrilheiro do país, com mais de 47 anos de existência e cerca de 9 mil combatentes, anunciou também que não sequestrará mais civis como forma de financiar economicamente suas atividades.
"Muito se falou a respeito dos sequestros de pessoas, homens ou mulheres civis, que com fins financeiros nós das Farc efetuamos para apoiar nossa luta. (...) Anunciamos também, a partir desta data, o fim da prática em nossa atuação revolucionária", ressaltou o documento. "É hora de começar a esclarecer quem e com que propósitos sequestram hoje na Colômbia", acrescentou.
No comunicado, as Farc aceitaram também que o governo brasileiro forneça logística para a libertação dos dez reféns, como já ocorreu em ocasiões anteriores. No final de dezembro passado, foi anunciada a intenção de libertar seis membros das forças de segurança de um grupo de pelo menos dez que mantinham em seu poder há mais de 12 anos. No entanto, a libertação foi adiada inicialmente porque, segundo as Farc, a área onde seria realizada estava cercada por militares. Além disso, os rebeldes ressaltaram que estavam à espera de que o governo aceitasse a participação de um país que fornecesse a logística necessária.
Há duas semanas o presidente Juan Manuel Santos anunciou que o Brasil havia sido autorizado a colaborar na libertação dos membros da força pública, cinco policiais e um militar. No dia 16 de fevereiro, o governo brasileiro anunciou que aceitava colaborar com a libertação.