Raich confirmou que o grupo armado expressou sua vontade de entregar Langlois, o qual tem em seu poder desde 28 de abril, em um local seguro a uma comissão formada pela CICR. "A partir do momento que nos comunicarem data e local, podemos nos transportar por terra e por rio a qualquer lugar, como fizemos em outras ocasiões", completou o delegado.
Nos últimso anos, as Farc entregaram reféns de forma unilateral à Cruz Vermelha e a Piedad Córdoba. A última operação deste tipo ocorreu em 2 de abril, quando a guerrilha entregou os últimos 10 policiais e militares que diziam ter em seu poder havia mais de 12 anos. A agência cubana Prensa Latina havia adiantado trechos do comunicado das Farc no qual também rejeitam que se considere Langlois como sequestrado. "Apreender em meio a um combate alguém em uma operação militar que use uniforme inimigo (do Exército da Colômbia), em nada lesa nosso preciso compromisso (de não sequestrar com fins financeiros). Apenas uma visão francamente enviesada pode considerá-lo um sequestro", completa a declaração da guerriilha, segundo a Prensa Latina.
Langlois, de 35 anos, caiu em poder das Farc no departamento colombiano de Caquetá (sul) quando se deslocava com uma patrulha militar para realizar uma reportagem para a emissora de televisão France 24. As Farc disseram pouco depois que o tinham como "prisioneiro de guerra", pois Langlois havia recebido um colete e um capacete do Exército para sua proteção.