Na terça-feira, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou oficialmente as negociações em busca de um acordo de paz. O pacto se baseia em cinco pontos, inclusive a reinserção dos guerrilheiros na sociedade colombiana. No total, dez pessoas deverão se envolver nas negociações que pretendem encerrar com quase meio século de conflitos na Colômbia, envolvendo assassinatos, torturas, sequestros e tráfico de drogas e armas.
A primeira reunião ocorrerá em outubro, em Oslo, na Noruega. As negociações são mediadas pelos governos da Noruega, de Cuba, da Venezuela e do Chile. O principal negociador pelo governo é Humberto de la Calle. O texto do acordo deve conter ainda estímulos ao desenvolvimento agrícola, garantias para o exercício da oposição política, o fim do conflito armado, a guerra contra as drogas e os direitos das vítimas.
No começo desta semana, o líder das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timoshenko, disse que o diálogo será retomado “sem rancores”. Segundo ele, todos concordaram que é necessário buscar uma solução para o impasse.
No Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse na quarta-feira que o governo está à disposição para ajudar a Colômbia nas negociações no que for necessário. A presidente Dilma Rousseff enviou carta ao presidente Santos elogiando a iniciativa.
Com informações da agência pública de notícias de Cuba, Prensa Latina