Em relação ao ponto de origem da catástrofe, o BEA assinala definitivamente o congelamento das sondas de velocidade Pitot (fabricadas pela firma Thales), que levou a uma incoerência temporária entre as velocidades medidas. "A tripulação estava num estado de perda quase total da situação", declarou, em coletiva de imprensa, Alain Bouillard, diretor da investigação.
Os investigadores falam de uma má gestão do fator surpresa e de uma incompreensão total da situação, e assinalam igualmente uma falta de formação. Segundo o diretor do BEA, o acidente com o Airbus A330 poderia sem dúvida acontecer com qualquer outra tripulação,
"Se o BEA achasse que este acidente foi devido somente à tripulação, não teria feito recomendações sobre os sistemas, sobre a formação etc. O que quer dizer que este acidente poderia ter acontecido com outras tripulações", afirmou Jean-Paul Troadec, falando à imprensa.
Logo após a divulgação do relatório, a Airbus comprometeu-se nesta quinta-feira a adotar todas as medidas necessárias para melhorar as condições de segurança aérea. "A Airbus adotará todas as medidas que permitirão contribuir para este esforço coletivo em favor da otimização da segurança aérea", segundo um comunicado. O grupo "já começou a trabalhar em nível industrial a fim de reforçar as exigências relativas à resistência das sondas Pitot", acrescentou.