O tiroteio no coração da capital federal é o maior em uma instalação militar desde a morte de 13 soldados na base de Fort Hood, Texas, em 2009. O ministro da Defesa, Chuck Hagel, falou em "dia trágico" para o Exército americano e para o país.
O atirador trabalhava como programador de uma empresa terceirizada responsável pela atualização da intranet da Marinha e do corpo de fuzileiros navais americanos. Ainda na semana passada, a Polícia Federal americana lançou um apelo público por informações sobre o atirador.
Acesso de fúria
A Marinha americana confirmou que Alexis, nascido em Nova York, tinha servido nesta força entre 2007 e 2011, antes de virar funcionário terceirizado de defesa na empresa de informática Hewlett Packard (HP). O jovem teria se envolvido em uma série de incidentes relacionados ao seu comportamento, enquanto estava nas Forças Armadas, segundo um oficial militar que falou sob condição de anonimato.
Mas, apesar da conduta inapropriada e casos de insubordinação, Aaron Alexis nunca foi alvo de processos judiciais e deixou a Marinha com honras. Ele era conhecido por praticar meditação num templo budista, mas também por seus ataques de fúria. Foi preso em 2010, no Texas, por ter atirado no teto de seu apartamento, o que aterrorizou sua vizinha, e em 2004, em Seattle, por ter atirado nos pneus de uma pessoa em frente a sua casa.
Tiroteio
O tiroteio começou por volta das 8h20min locais (9h20min de Brasília) em um complexo de edifícios chamado Washington Navy Yard, uma sede histórica da Marinha americana e que atualmente abriga o Comando dos Sistemas Navais do país. De acordo com informações preliminares, Aaron Alexis entrou no chamado Edifício 197 do complexo militar, onde trabalham cerca de 3 mil pessoas, e atirou várias vezes.
O conjunto de edifícios abriga, entre outras instalações, a residência do chefe do Estado-Maior da Marinha americana, almirante Jonathan Breenert. O mais antigo estabelecimento da Marinha dos Estados Unidos serve atualmente como base administrativa da instituição e é a sede do Comando de Operações Navais dos Estados Unidos.
Com informações da AFP