Oito pessoas ficaram feridas no domingo (1º) quando um homem usou um lança-chamas improvisado para atacar um grupo de manifestantes no estado americano do Colorado que exigia a libertação dos reféns israelenses em Gaza. O FBI classificou o ato na cidade de Boulder como um "ataque terrorista direcionado" e identificou o suposto autor, que foi detido, como Mohamed Sabry Soliman, 45 anos, sem revelar mais detalhes.
O subchefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou na rede social X que o homem era um cidadão estrangeiro que "excedeu ilegalmente (o prazo de) seu visto".
A polícia de Boulder, cidade de pouco mais de 100 mil habitantes no oeste dos Estados Unidos, expressou cautela ao comentar a motivação do ataque.
A Liga Antidifamação, um grupo ativista judaico, informou no X que o ataque ocorreu durante o evento "Run for Their Lives", um encontro semanal pacífico da comunidade judaica em apoio aos reféns tomados durante o ataque do grupo islamista Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
"O ataque ocorreu durante um evento semanal pacífico programado", confirmou à imprensa o agente do FBI Mark Michalek. "As testemunhas informam que o sujeito usou um lança-chamas improvisado e lançou um artefato incendiário contra a multidão", afirmou. Suspeito ainda teria gritado “Palestina livre”.
Um vídeo que foi atribuído ao ataque mostra um homem sem camisa com garrafas transparentes nas mãos caminhando de um lado para o outro enquanto a grama em frente a ele pega fogo.
Também é possível ouvir quando ele grita "Acabemos com os sionistas!", "Palestina livre!" e "São assassinos!", dirigindo-se a várias pessoas com camisas vermelhas que atendem alguém deitado no chão.
As pessoas feridas, com idades entre 67 e 88 anos, foram levadas para hospitais, segundo Michalek. O chefe de polícia de Boulder, Steve Redfearn, disse aos jornalistas que "pelo menos uma vítima estava gravemente ferida, provavelmente em estado crítico".
VÍDEO l FBI investiga ‘ataque terrorista’ que deixou oito feridos em protesto pró-Israel no Colorado
— Correio do Povo (@correio_dopovo) June 2, 2025
📹ELI IMADALI, SUZANE DE OLIVEIRA @missNUNDrground / AFPTV AFP pic.twitter.com/ZbzBWDWPqB
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Segundo ataque em duas semanas
O suposto autor também ficou ferido. Quando perguntado se era um ato "terrorista", Redfearn insistiu que era "muito cedo para especular sobre o motivo" do ataque, que ocorreu pouco antes das 13h30 locais (16h30 no horário de Brasília).
O diretor do FBI, Kash Patel, qualificou imediatamente como um "ataque terrorista direcionado", enquanto o procurador-geral do Colorado, Phil Weiser, o considerou um "crime de ódio".
A Casa Branca anunciou que o presidente Donald Trump foi "informado" do incidente. Seu secretário de Estado, Marco Rubio, disse no X que "reza pelas vítimas deste ataque terrorista". O "terrorismo não tem lugar" no país, escreveu.
O ataque aconteceu quase duas semanas após o ataque mortal com tiros contra dois funcionários da embaixada israelense em frente ao museu judaico de Washington.
O ministro das Relações Exteriores de Israel condenou o ataque em Boulder e afirmou que o incidente foi alimentado pela imprensa.
"Chocado com este terrível atentado terrorista antissemita direcionado contra judeus em Boulder, Colorado", escreveu Gideon Saar em sua conta nos X.
"Isso é puro antissemitismo, alimentado pelas calúnias de sangue divulgadas nos meios de comunicação", acrescentou.