É o primeiro atentado contra a rede de transportes públicos israelense desde março de 2011, quando uma bomba explodiu perto da principal rodoviária de Jerusalém, causando uma morte e deixando 30 feridos.
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Em Gaza, jornalistas testemunharam comemorações após o anúncio da explosão. "Deus é grande, Deus é grande. Um ataque no coração da entidade sionista", dizia uma mensagem difundida pelos auto-falantes instalados na fachada da mesquita em frente ao hospital de Shifa. Nos campos de refugiados palestinos no Líbano, entre eles os campos de Nahr al-Bared e de Ain el-Héloué, também houve comemorações.
Minutos depois do ataque, a televisão pública israelense transmitiu imagens de paramédicos socorrendo os feridos na calçada. Segundo imagens exibidas pelo canal privado Channel 2, as janelas do ônibus explodiram.
Desde que Israel lançou a operação "Pilar de defesa" contra Gaza, na quarta-feira passada, cerca de 146 palestinos foram assassinados e mais de mil ficaram feridos. Cinco israelenses, entre eles um soldado, morreram em ataques com foguetes disparados do território palestino. O Exército israelense afirmou que durante à noite atingiu "mais de 100 locais terroristas" na Faixa de Gaza.
Hillary Clinton discute trégua em Gaza
A secretária de Estado americana Hillary Clinton afirmou ser essencial obter uma redução da escalada da violência em Gaza, após reunião com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em Jerusalém. Nesta quarta, ela esteve na Cisjordânia onde se reuniu com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, que declarou, segundo o mediador Saeb Erakat, que o Egito é "a chave de tudo" na resolução do conflito. Depois, Hillary viajou para o Cairo, onde se encontrará com o presidente egípcio Mohamed Mursi, envolvido nas discussões sobre a trégua no conflito. A secretária de Estado americana se encontrará ainda com o chefe da diplomacia egípcia, Mohamed Kamel Amr, antes de se reunir com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi.
Secretário-geral da ONU pede cessar “imediato”
Também em visita à Israel e aos territórios palestinos, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou para um cessar "imediato" dos disparos de foguetes palestinos contra as aglomerações urbanas israelenses, insistindo que era o momento da diplomacia e do fim da violência.
Segundo uma fonte da presidência egípcia, o presidente Mursi disse terça-feira à noite que espera uma trégua imediata. Vários membros do governo egípcio e do Hamas afirmaram que esperam uma resposta de Israel a uma proposta de cessar-fogo do Cairo.
O porta-voz do presidente israelense, Mark Regev, afirmou que "a diplomacia continua em andamento". "Ainda não abandonamos a esperança de alcançar uma solução a longo prazo por via diplomática", acrescentou. Segundo a rádio estatal israelense, a trégua -- temporária -- deve ser o prelúdio de um cessar-fogo duradouro, em que os beligerantes se comprometem a pôr fim aos ataques e disparos de foguetes. Além disso, um mecanismo de monitoramento será lançado pelo Egito.