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Feridos após explosão em ônibus em cidade de Israel chegam a 17

País vive tensão por escalada de violência com palestinos em Gaza

Ônibus explodiu em Tel Aviv, deixando pelo menos 17 feridos
Ônibus explodiu em Tel Aviv, deixando pelo menos 17 feridos Foto : Daniel Bar-On / AFP / CP
A polícia revisou para ao menos 17 pessoas feridas após um atentado contra um ônibus no centro da cidade israelense de Tel Aviv, nesta quarta-feira. “As circunstâncias ainda são desconhecidas", disse o porta-voz da polícia, Louba Samri. A explosão ocorreu próximo ao Ministério da Defesa israelense.

É o primeiro atentado contra a rede de transportes públicos israelense desde março de 2011, quando uma bomba explodiu perto da principal rodoviária de Jerusalém, causando uma morte e deixando 30 feridos.

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Em Gaza, jornalistas testemunharam comemorações após o anúncio da explosão. "Deus é grande, Deus é grande. Um ataque no coração da entidade sionista", dizia uma mensagem difundida pelos auto-falantes instalados na fachada da mesquita em frente ao hospital de Shifa. Nos campos de refugiados palestinos no Líbano, entre eles os campos de Nahr al-Bared e de Ain el-Héloué, também houve comemorações.

Minutos depois do ataque, a televisão pública israelense transmitiu imagens de paramédicos socorrendo os feridos na calçada. Segundo imagens exibidas pelo canal privado Channel 2, as janelas do ônibus explodiram.

Desde que Israel lançou a operação "Pilar de defesa" contra Gaza, na quarta-feira passada, cerca de 146 palestinos foram assassinados e mais de mil ficaram feridos. Cinco israelenses, entre eles um soldado, morreram em ataques com foguetes disparados do território palestino. O Exército israelense afirmou que durante à noite atingiu "mais de 100 locais terroristas" na Faixa de Gaza.

Hillary Clinton discute trégua em Gaza

A secretária de Estado americana Hillary Clinton afirmou ser essencial obter uma redução da escalada da violência em Gaza, após reunião com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em Jerusalém. Nesta quarta, ela esteve na Cisjordânia onde se reuniu com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, que declarou, segundo o mediador Saeb Erakat, que o Egito é "a chave de tudo" na resolução do conflito. Depois, Hillary viajou para o Cairo, onde se encontrará com o presidente egípcio Mohamed Mursi, envolvido nas discussões sobre a trégua no conflito. A secretária de Estado americana se encontrará ainda com o chefe da diplomacia egípcia, Mohamed Kamel Amr, antes de se reunir com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi.

Secretário-geral da ONU pede cessar “imediato”

Também em visita à Israel e aos territórios palestinos, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou para um cessar "imediato" dos disparos de foguetes palestinos contra as aglomerações urbanas israelenses, insistindo que era o momento da diplomacia e do fim da violência.

Segundo uma fonte da presidência egípcia, o presidente Mursi disse terça-feira à noite que espera uma trégua imediata. Vários membros do governo egípcio e do Hamas afirmaram que esperam uma resposta de Israel a uma proposta de cessar-fogo do Cairo.

O porta-voz do presidente israelense, Mark Regev, afirmou que "a diplomacia continua em andamento". "Ainda não abandonamos a esperança de alcançar uma solução a longo prazo por via diplomática", acrescentou. Segundo a rádio estatal israelense, a trégua -- temporária -- deve ser o prelúdio de um cessar-fogo duradouro, em que os beligerantes se comprometem a pôr fim aos ataques e disparos de foguetes. Além disso, um mecanismo de monitoramento será lançado pelo Egito.

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