Os legisladores do país acusam Lugo de mau desempenho de suas funções durante um confronto envolvendo trabalhadores sem-terra e policiais, ocorrido na sexta-feira da semana passada em uma fazenda no Nordeste do país. O conflito deixou 17 pessoas mortas.
Após a aprovação da proposta na Câmara dos Deputados, o presidente disse que não renunciaria - que enfrentaria o julgamento, mas chamou a tentativa de retirá-lo do poder de "golpe expresso". Uma delegação de ministros de Relações Exteriores da União das Nações Sul-americanas (Unasul) chegou ao Paraguai nesta sexta-feira para discutir a crise.
Veredito deve sair no fim da tarde
Às 12h30 locais (13h30 horário de Brasília) começou o julgamento do presidente paraguaio. Cinco advogados comparecem perante o legislativo representando o chefe de Estado. Mais cedo, Lugo havia apresentado uma ação de inconstitucionalidade à Suprema Corte de Justiça para suspender o julgamento político. A ação alegava que o Parlamento "não respeita o devido processo". O Senado paraguaio pretende anunciar o veredito às 16h30 (17h30 horário de Brasília).