O líder cubano Fidel Castro apareceu de uniforme verde-oliva neste sábado no Parlamento pela primeira vez desde que deixou o poder há quatro anos devido a uma enfermidade. A sessão legislativa extraordinária, transmitida ao vivo por emissoras de rádio e televisão, foi solicitada por Castro para falar do perigo de uma guerra nuclear se Estados Unidos e Israel atacarem o Irã.
De pé na tribuna, Castro disse que o presidente dos Estados Unindos, Barack Obama, teria que assumir "sozinho" a ordem de começar um conflito nuclear, mas que "não o fará se estiver conciente disso". No dia 26 de julho passado, o pai da Revolução cubana declarou que solicitaria a reunião para advertir sobre a iminência de uma guerra nuclear envolvendo os Estados Unidos, o Irã e Israel.
Fidel Castro, que festejará 84 anos no dia 13 de agosto, cedeu o poder a seu irmão Raul depois de sofrer uma grave doença no final de julho de 2006. Durante esse período, a cadeira do líder cubano permaneceu vazia nas sessões parlamentares.
Nos últimos tempos, Fidel Castro dedicou-se a escrever "reflexões" sobre a atualidade e suas memórias. Em texto publicado no site Cubadebate.cu, ele intima o presidente Barack Obama a evitar a guerra nuclear "apocalíptica" caso ordene um ataque ao Irã.
"O senhor deve saber que está em suas mãos oferecer à humanidade a única chance real de paz. Só em uma ocasião o senhor poderá fazer uso de suas prerrogativas ao dar a ordem de atirar", declarou Fidel. "Compreendo que não se pode esperar, nem o senhor daria nunca, uma resposta rápida. Pense bem, consulte seus especialistas, peça opinião sobre o assunto a seus mais poderosos aliados e adversários internacionais", disse.
Cuba está sob o embargo americano há 48 anos. Como o Irã, o país não possui relações diplomáticas formais com os Estados Unidos e está na "lista negra" americana de países que apoiam o terrorismo.
Fidel alerta para guerra nuclear se EUA e Israel atacarem o Irã
Líder cubano voltou a falar no Parlamento depois de quatro anos