Castro, segundo Selman-Housein, não pertence ao "Clube dos 120 anos", que é presidido pelo médico, porque "não é necessário”. "Ele é um homem incrível em todos os aspectos: humano, inteligente, valente", afirmou o especialista, cujo clube soma cerca de 7 mil afiliados em todo o país. Fidel cedeu o poder para o irmão Raúl, após 48 anos, quando adoeceu, em julho de 2006, aparentemente com diverticulite.
O médico, de 81 anos, lembra que o líder comunista parou de fumar há mais de 20 anos e neste tempo, tanto o tecido pulmonar quanto o da garganta já se recuperaram. Após ficar doente, Fidel, que por décadas manteve um intenso ritmo de vida, foi submetido a várias cirurgias que inicialmente não foram bem sucedidas e estava à beira da morte, segundo relatou. Há quase um ano, visivelmente recuperado, o líder cubano voltou a aparecer em público, principalmente em encontros acadêmicos. Agora, se dedica a escrever suas memórias e artigos de jornal sobre problemas internacionais.
Questionado sobre se o ex-presidente consultou algumas decisões médicas, Selman-Housein, que tende a ser cauteloso ao falar de Castro, respondeu: "sou médico e, como médico, se alguém me preguntar, respondo". O Seminário Internacional Longevidade Satisfatória reúne durante três dias aproximadamente 500 representantes de diferentes países e realiza na quinta-feira um encontro de centenários.