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Fidel Castro volta às tribunas para atacar EUA

Ex-presidente cubano discursou nesta terça-feira diante de vinte mil pessoas

Fidel Castro volta às tribunas para atacar EUA
Fidel Castro volta às tribunas para atacar EUA Foto : Adalberto Roque/ AFP
O ex-presidente cubano Fidel Castro, de 84 anos, reapareceu nesta terça-feira, de uniforme e boné de guerrilheiro, para fazer criticas contra Washington e o "imperialismo", em um ato público pelo 50º aniversário dos comitês de bairro criado por ele para vigiar os contrarrevolucionários.

Fidel subiu na mesma tribuna em que fundou os Comitês de Defesa da Revolução (CDR) no dia 28 de setembro de 1960. Diante de cerca de 20.000 pessoas, o líder comunista citou trechos de seu discurso daquele momento histórico.  "Não hesito em proclamar que cumprimos e vocês continuarão a cumprir com a promessa daquela noite eterna", afirmou Fidel, ao concluir sua intervenção de quase duas horas, entre ovações dos membros dos CDR.

Fidel aproveitou a oportunidade e acusou os Estados Unidos de levar o mundo à beira da "hecatombe nuclear" se atacar o Irã, e criticou o capitalismo por não ter "moral, decência ou ética. "O que disse o pequeno cavalheiro que esta aí na Presidência? Só resta a ele a esperança, que pelo menos seja inteligente", disse ao se referir à atuação de Obama na crise com o Irã.

Fidel acrescentou que o que ocorreu na Venezuela é horrível, pois considera que Washington apoiou e financiou a oposição venezuelana para impedir que seu aliado, o presidente Hugo Chávez, conseguisse no domingo dois terços dos assentos no Parlamento.

Esta foi sua segunda aparição em um ato de grande participação popular ao ar livre desde julho. Os CDR explicaram também à população que o governo deve eliminar 500.000 empregos estatais nos próximos seis meses, diante da crise econômica.

"Temos que apoiar a atualização de nosso modelo econômico. A revolução, se não é perfeita, é nossa revolução socialista", disse o coordenador nacional dos CDR, Juan José Rabilero, em seu discurso. Rabilero pediu que a "batalha" contra a corrupção seja mantida, como defesa da revolução.
 
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