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Fidel desconfia dos EUA, mas não critica acordo

Líder cubano disse que não conversou com Washington a respeito da aproximação histórica

Rompendo o silêncio de mais de um mês, Fidel Castro disse nesta segunda-feira que não confia nos Estados Unidos
Rompendo o silêncio de mais de um mês, Fidel Castro disse nesta segunda-feira que não confia nos Estados Unidos Foto : AFP / CP Memória
Rompendo o silêncio de mais de um mês, Fidel Castro disse nesta segunda-feira que não confia nos Estados Unidos e que não conversou com Washington sobre a histórica aproximação anunciada por seu irmão e sucessor Raúl Castro e pelo presidente Barack Obama. "Não confio na política dos Estados Unidos, nem troquei uma palavra com eles. Isso não significa - longe disso - uma rejeição a uma solução pacífica dos conflitos", disse Fidel.

A carta foi lida na noite desta segunda na televisão cubana pelo presidente da Federação, Randy Perdomo. O líder da Revolução Cubana não criticou o acordo anunciado por Raúl e Obama em dezembro, por meio do qual ambos pretendem normalizar as relações bilaterais."O presidente de Cuba deu os passos pertinentes de acordo com suas prerrogativas e com as faculdades que a Assembleia Nacional e o Partido Comunista de Cuba concedem a ele", escreveu Fidel Castro. "Defenderemos sempre a cooperação e a amizade com todos os povos do mundo e, entre eles, os dos nossos adversários políticos. É o que estamos reivindicando para todos", completou. 

A última aparição pública de Fidel foi em 8 de janeiro de 2014, quando assistiu à inauguração de uma galeria do artista cubano Alexis Leyva "Kcho", também seu amigo.Desde então, o silêncio de Fidel voltou a alimentar rumores sobre sua saúde e sobre sua morte no início do mês, até que Diego Maradona, seu amigo pessoal e que estava de visita em Havana, anunciou há duas semanas ter recebido uma carta do líder cubano.