Kim Ju Ae, a filha do líder norte-coreano Kim Jong Un, realizou sua primeira visita pública ao Palácio do Sol de Kumsusan, o mausoléu que abriga os corpos embalsamados de seu avô, Kim Jong Il, e de seu bisavô, Kim Il Sung. O gesto, amplamente divulgado pela imprensa estatal (KCNA) nesta semana, é carregado de simbolismo e reforça o status da jovem como a provável herdeira da chamada "linhagem Paektu", que governa o país com mão de ferro há décadas.
A visita ao palácio é um rito de passagem fundamental na política norte-coreana, uma vez que o local funciona como o coração do culto à personalidade dos "líderes eternos". Kim Jong Un foi escoltado por altos funcionários do governo durante a cerimônia, mas a presença de Ju Ae ao seu lado nas fotografias oficiais roubou a cena.
Reconhecimento internacional
A agência de espionagem da Coreia do Sul já havia apontado, no ano passado, que Ju Ae é a favorita na linha de sucessão, especialmente após sua participação em uma visita oficial à China ao lado do pai. O tratamento dado pela mídia oficial reforça essa tese: a jovem passou a ser descrita não apenas como a "filha querida", mas também pelo termo "hyangdo". Em coreano, esta expressão é reservada exclusivamente a principais dirigentes e seus sucessores, indicando uma autoridade que vai além da simples presença familiar.
De observadora de mísseis a figura de Estado
A trajetória pública de Ju Ae começou de forma impactante em 2022, quando apareceu pela primeira vez durante o lançamento de um míssil balístico intercontinental. Desde então, sua presença em eventos militares e agora em cerimônias de Estado no mausoléu real demonstra um esforço coordenado de Pyongyang para habituar a população e a comunidade internacional à sua futura liderança.