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FMI não toma decisão sobre diretor acusado de agressão sexual

Justiça de Nova Iorque negou hoje pagamento de fiança e Strauss-Kahn continua preso

O Fundo Monetário Internacional anunciou nesta segunda-feira, após a reunião extraordinária de seu Conselho de Administração, que não tomará qualquer decisão imediata sobre seu diretor-gerente, Dominique Strauss-Kahn e que "acompanhará os acontecimentos". O diretor francês foi acusado de agressão sexual e tentativa de estupro contra a camareira de um hotel.

A juíza de Nova Iorque Melissa Jackson negou hoje a Strauss-Kahn o direito de aguardar seu julgamento em liberdade, através do pagamento de fiança. De acordo com magistrada, ele deve permanecer detido porque há "risco de fuga".

A França, que sempre praticou uma grande tolerância em relação à vida privada de seus dirigentes, enfrenta seu primeiro escândalo sexual com a detenção de Strauss-Kahn, principal rival de Nicolas Sarkozy. "Não acredito nem por um segundo nas acusações apresentadas contra meu marido. Não tenho dúvida de que sua inocência será provada", afirmou no domingo Anne Sinclair, jornalista francesa que casou-se em 1991 com Strauss-Kahn.

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