Christine Lagarde, que faz uma visita de dois dias a China, também afirmou que as economias emergentes têm um papel a desempenhar na solução da crise da dívida que ameaça as finanças ao redor do mundo. Ela pediu que esses países permitam a valorização de suas moedas.
"Mercados emergentes e os grandes mercados, em particular, têm um papel a desempenhar com uma mudança em seu modelo de crescimento ou permitindo que suas moedas se valorizem de maneira apropriada", declarou. A chefe do FMI fez as afirmações em um momento no qual as bolsas de todo o mundo estão em baixa com a crise na Eurozona.
Recessão
A Comissão Europeia (CE) revisou para baixo as previsões de crescimento para os países europeus em 2012. "O crescimento parou na Europa e poderíamos entrar em uma nova fase de recessão", advertiu o comissário europeu de Assuntos Monetários, Olli Rehn, no documento sobre as previsões de outono (hemisfério Norte) da CE.
A Grécia permanecerá em recessão no próximo ano, com um retrocesso do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,8% em 2012. A previsão contrasta com a estimativa anterior de um crescimento de 1,1%. Bruxelas prevê que Atenas registrará um leve retorno ao crescimento em 2013, de 0,7%.
A Comissão prevê uma estagnação da economia da Itália em 2012, mas com um déficit inferior a 3% do PIB, teto tolerado pelo pacto de estabilidade da União Europeia (UE). Bruxelas espera que o déficit italiano caia de 3,6% este ano para 2,9% em 2012 e 2,3% em 2013. Mas as previsões não levam em consideração a recente alta das taxas dos empréstimos italianos que, se persistir, aumentaria os custos financeiros do país e, portanto, o déficit. Para a Espanha, a previsão é de crescimento de 0,7% tanto em 2011 quanto em 2012.