Dez minutos depois da decolagem, a Dragon se separou da segunda fase do foguete e alcançou a órbita terrestre.
Um minuto depois, a nave abriu as antenas solares e começou a aproximação da ISS, que está a 350 quilômetros de altitude e à qual deve chegar na quinta-feira.
A Dragon efetuará uma série de manobras e testes. Caso tudo aconteça de acordo com o programado, a Nasa autorizará um acoplamento na sexta-feira, que acontecerá com um braço robótico da ISS controlado por dois dos seis astronautas a bordo.
Elon Musk, de 40 anos e fundador da SpaceX, declarou à imprensa que o mundo "está no início de uma nova era na exploração espacial, na qual as empresas privadas terão um papel cada vez maior", antes de estabelecer uma comparação com a internet, setor no qual fez sua fortuna. "O êxito desta missão até o momento pressagia esta nova era da exploração espacial", acrescentou na sede da SpaceX em Hawthornem, Califórnia.
Este voo de teste - que inclui um sobrevoo e posterior acoplamento à ISS nos próximos dias - tem como objetivo mostrar que o setor privado está perto de restaurar o acesso dos Estados Unidos à ISS, depois da aposentadoria dos ônibus espaciais da Nasa ano passado.
A cápsula Dragon não tem tripulação, mas os seis astronautas no laboratório espacial permitirão a descarga e posterior carga da cápsula, que transporta mantimentos à ISS e retornará com outros materiais à Terra.
A tentativa de lançamento no último sábado foi adiada no último segundo, quando os computadores detectaram a alta pressão no motor central do Falcon 9. Os engenheiros da SpaceX descobriram que a principal causa do problema havia sido uma válvula de retenção defeituosa. Os reparos foram completados no domingo.
A SpaceX é a primeira de várias empresas americanas a tentar enviar sua própria nave de carga para a ISS com o objetivo de restaurar o acesso dos Estados Unidos ao espaço para viajantes em 2015.