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Forças Armadas do Egito querem investigação rápida da violência

Confrontos religiosos provocaram 24 mortes no domingo no Cairo

Durante a manhã era possível ver carros queimados pelas ruas da cidade
Durante a manhã era possível ver carros queimados pelas ruas da cidade Foto : Mohamed Hossam / AFP / CP
As Forças Armadas egípcias, no poder desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak em fevereiro, exigiram do governo uma investigação sobre os confrontos que provocaram 24 mortes no domingo no Cairo. "O gabinete foi encarregado de formar rapidamente uma comissão de investigação para determinar o que aconteceu e adotar as medidas legais contra as pessoas cujo envolvimento nos acontecimentos fique provada", afirma um comunicado oficial lido na televisão pública.

O documento foi divulgado após uma reunião de crise do Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), um dia depois dos confrontos mais violentos desde a queda de Mubarak em 11 de fevereiro. O CSFA, dirigido pelo marechal Hussein Tantawi, destacou que mantém a responsabilidade nacional de proteger o povo após a revolução de 25 de janeiro e até que as Forças Armadas entreguem o poder a uma autoridade civil eleita.

Os violentos confrontos tiveram início na noite de domingo, do lado de fora do prédio da televisão estatal, que fica perto do Rio Nilo, na capital egípcia. Os cristãos protestavam contra o recente ataque a uma igreja.

                                 


Muito emocionados, familiares enterraram os mortos no confronto do final de semana | Foto: Mohamed Hossam / AFP / CP

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