Os contra-ataques ferozes contra a refinaria de Ras Lanuf, próximo à cidade natal de Kadhafi, Sirte, e em Bani Walid, perto de Trípoli, ocorriam enquanto uma autoridade americana afirmava que o Níger estava disposto a prender um dos mais proeminentes filhos de Kadhafi, Saadi, após ele ter cruzado a fronteira.
"Não é possível entregar a Líbia aos colonialistas de novo", e "tudo o que nos resta é a luta até a vitória e a derrota do golpe", proclamou Kadhafi em um comunicado lido na emissora Arrai Oruba, com sede na Síria. O paradeiro dele é desconhecido desde que o ex-ditador deixou Trípoli no fim do mês passado, e o novo líder interino líbio, Mustafá Abdul Jalil, teve uma recepção de herói na principal praça da cidade.
Milhares de pessoas comemoraram a vitória contra Kadhafi na Praça dos Mártires, dois dias depois de Abdul Jalil, líder do Comitê Nacional de Transição (CNT), chegar a Trípoli a partir de Benghazi. A Otan prometeu manter seus bombardeios contra os redutos remanescentes de Kadhafi, que também incluem as cidades de Waddan e Sabha, enquanto continuarem sendo uma ameaça.
China reconhece novo governo líbio
A China, que se opôs aos ataques aéreos da Otan iniciados em meados de março, tornou-se o mais novo país a reconhecer o CNT como governo da Líbia, informou a agência estatal Xinhua. "A China respeita a escolha do povo líbio e dá grande importância ao status e ao papel do CNT, e se manteve em contato com o conselho", informou a agência estatal chinesa Xinhua, citando o porta-voz do ministro de Relações Exteriores, Ma Zhaoxu. Washington enviou um time de quatro tropas para ajudar seus oficiais a reabrir a embaixada dos EUA em Trípoli.