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Segundo um médico, 17 pessoas, entre elas cinco crianças, foram mortas ontem na cidade por franco-atiradores e morteiros lançados pelas forças governamentais.
Os aviões da coalizão também atacam as forças terrestres de Kadhafi em Ajdabiya (nordeste) e Zawiya (noroeste), segundo o contra-almirante americano Gerard Hueber. Estados Unidos, França e Grã-Bretanha executam ataques aéreos e navais desde sábado, mas essas declarações confirmam que algumas tropas terrestres também são atacadas pela coalizão.
"Para proteger as populações civis, de acordo com nossos sócios da coalizão, sim, atacamos as forças de Kadhafi que atacam os centros populacionais", afirmou o contra-almirante em uma audioconferência a partir do Mount Whitney, um navio americano posicionado na costa da Líbia.
Maior apoio
A chefe do Departamento de Estado americano, Hillary Clinton, disse hoje que haverá "mais anúncios nos próximos dias" sobre a participação de países árabes em operações militares na Líbia. "Estou satisfeita com a participação árabe. Prometo falar disso logo", afirmou, durante entrevista à imprensa.
O premier britânico, David Cameron, havia anunciado mais cedo que Kuwait e Jordânia dariam um "suporte logístico" à operação. O apoio da Liga Árabe à imposição de uma zona de exclusão aérea foi invocado pelas potências ocidentais como uma das principais justificativas aos bombardeios à Líbia desde o dia 19 de março. Mas, até agora, só Qatar mobilizou interceptadores e aviões de apoio.
Visualizar Mundo Árabe em crise em um mapa maior. | Arte: Jonathas Costa