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Forças de Kadhafi voltam a bombardear a cidade de Brega

Aviões lançaram bombas entre uma companhia de petróleo e uma zona residencial

Forças de Kadhafi voltam a bombardear a cidade de Brega
Forças de Kadhafi voltam a bombardear a cidade de Brega Foto : Marco Longari / AFP / CP
Aviões de guerra voltaram a bombardear nesta quinta-feira a estratégica cidade líbia de Brega, que está sob controle da oposição, um dia depois dos confrontos entre insurgentes e forças leais a Muamar Kadhafi que deixaram 12 mortos.

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Rebeldes seguiram nesta quinta-feira para Brega para reforçar as posições já prevendo um eventual ataque das forças leais ao coronel Kadhafi. "Há aproximadamente duas horas, aviões de guerra lançaram uma bomba na área entre a companhia de petróleo e a zona residencial", declarou à AFP Fattah al-Moghrabi, funcionário do hospital de Brega.

De acordo com Moghrabi, 12 pessoas morreram na quarta-feira em Brega nos violentos combates entre os insurgentes e as forças leais ao regime, apoiadas pela aviação e com artilharia pesada. A aviação de Kadhafi também bombardeou na véspera um arsenal na cidade de Ajdabiya, também à Leste de Trípoli.

Brega e Adjabiya são dois pontos estratégicos para qualquer plano de marcha sobre a capital. A oposição líbia, que controla uma parte do leste do país, pediu às Nações Unidas que autorizem bombardeios contra os mercenários que combatem nas fileiras do líder líbio.

A Otan, no entanto, por ora não tem nenhuma intenção de intervir na Líbia, mas suas autoridades militares se preparam para qualquer eventualidade, afirmou o secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen.

O secretário-geral afirmou ainda que a Otan "acompanha de perto a situação" e leva em consideração o pedido dos opositores ao regime líbio de Muamar Kadhafi de uma intervenção aérea estrangeira, mas também destacou que a resolução da ONU sobre a situação na Líbia não inclui o recurso à força.

Por outro lado, o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, anunciou que investigará de 10 a 15 autoridades líbias suspeitas de "crimes contra a humanidade" por atos "gravíssimos" contra a população civil.



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