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Forças de presidente eleito na Costa do Marfim invadem palácio

Derrotado nas urnas, Laurent Gbagbo se recusa a deixar o poder

Forças de Ouattara vão buscar Gbagbo dentro de casa na Costa do Marfim
Forças de Ouattara vão buscar Gbagbo dentro de casa na Costa do Marfim Foto : STR / AFP / CP
As forças do presidente marfinense reconhecido pela comunidade internacional, Alassane Ouattara, seguiram nesta quarta-feira para a residência do presidente derrotado nas eleições de novembro, Laurent Gbagbo, que se nega a entregar o poder na Costa do Marfim. "Vamos tirar Laurent Gbagbo de seu buraco e colocá-lo à disposição do presidente da República", afirmou Sidiki Konaté, porta-voz de Guillaume Soro, primeiro-ministro de Ouattara.

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Pouco antes, disparos de armas pesadas foram ouvidos nas imediações do palácio presidencial. "As Forças Republicanas da Costa do Marfim (FRCI, pró-Ouattara) decidiram resolver o problema de Laurent Gbagbo. Vamos à residência para acabar com esta comédia. E iremos até onde existirem bolsões de resistência", disse Konaté. 

Outra porta-voz de Alassane Ouattara, o presidente democraticamente eleito na Costa do Marfim, disse à emissora France-24 que as forças favoráveis a Ouattara passaram os portões da residência de Laurent Gbagbo, que se recusa a deixar o poder e permanece em um bunker subterrâneo. "No momento eles ainda não capturaram Gbagbo, mas isso ocorrerá em breve", afirmou a Affoussy Bamba, por telefone, de Abidjã. "Eles abriram os portões e disseram que a residência está cercada por fortes armamentos", disse ela. "Agora, o objetivo é capturá-lo", acrescentou.

Gbagbo parecia prestes a renunciar ontem ao enviar um emissário para se encontrar com embaixadores estrangeiros a fim de negociar os termos de sua renúncia. Mas um alto diplomata que pediu anonimato disse que essa abertura parecia um truque, e que Gbagbo simplesmente buscava ganhar tempo. Hoje, uma fonte do governo francês relatou que a tentativa de negociar a saída de Gbagbo fracassou.

Gbagbo não admite a derrota

Gbagbo recusa-se a admitir a derrota no segundo turno das eleições presidenciais de novembro passado, e sua luta para ficar no poder deixou a Costa do Marfim à beira de uma guerra civil. Ouattara foi apontado como o vencedor nas urnas. Gbagbo, porém, recebeu 46% dos votos e representa quase a metade do país. A morte do político poderia causar mais violência.

Um porta-voz francês disse que Paris não está envolvida no ataque de hoje à residência de Gbagbo, ressaltando que esta iniciativa é realizada por partidários de Ouattara. Ontem, helicópteros de ataque das Nações Unidas e tropas francesas atacaram o arsenal de Gbagbo. Partidários dele acusaram os seguidores de Ouattara de tentar assassinar o rival político com a ação na residência de Gbagbo. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.


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