Os combates na capital, que envolveram cerca de 50 homens armados partidários de Kadhafi, deixaram três mortos e cerca de 30 feridos, segundo autoridades do CNT. Outros focos de conflito foram apontados nos arredores da capital líbia, informou a mesma fonte.
Após ter anunciado no início da semana como iminente a queda de Sirte - a região natal de Kadhafi, a 360 km a leste de Trípoli -, os combatentes do novo poder tinham dificuldades de desalojar os fiéis ao coronel dos último redutos. O CNT espera a queda dessa cidade-símbolo para proclamar a "libertação total" do país e formar um governo que dirija a transição. Mas a evidente inexperiência de seus combatentes os impede de alcançar seu objetivo frente aos militares profissionais leais a Kadhafi.
Os homens do CNT estão agora reunidos no quartel-general da polícia em Sirte, onde se mobilizaram na quinta-feira após terem retrocedido diante da violenta réplica dos pró-Kadhafi. Ao menos seis pessoas foram mortas e cerca de 50 ficaram feridas, segundo fontes médicas. Na noite desta sexta-feira, os combatentes retornaram à base, no quartel-general da polícia. "A batalha de Sirte vai terminar em breve, mas a guerra na Líbia apenas será concluída com a captura de Kadhafi", disse um combatente do CNT, Abdesalam Farjani.
Efetivamente, as novas autoridades procuravam Kadhafi e seus filhos, Muatasim e Saif Al Islam, os quais se afirma estarem escondidos, respectivamente, em Sirte e Bani Walid, outro reduto pró-Kadhafi a 170 km a sudoeste de Trípoli. O CNT assegura que a prisão do coronel "é apenas questão de tempo".
"Pode se tratar de uma estratégia, de um rumor criado para semear a confusão e permitir que ele fuja de Sirte", segundo Abderrahman Busin, porta-voz do CNT. Além de Sirte, as forças do CNT continuavam assediando o oásis de Bani Walid. Segundo os comandantes, os combates foram suspensos para preparar a próxima ofensiva contra os 1.500 homens pró-Kadhafi ainda presentes na localidade.
Por outro lado, o subsecretário de Estado norte-americano encarregado de assuntos militares, Andrew Shapiro, afirmou que uma equipe de 14 especialistas americanos se encontrava na Líbia para buscar as armas do regime deposto, entre eles mísseis terra-ar e lançadores de foguetes, e evitar assim sua dispersão. Esta missão faz parte de um programa cujo objetivo é ajudar o CNT a controlar as reservas de armas.