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Fotógrafa alemã morre em ataque no Afeganistão

Atentado ocorrido em uma delegacia de Khost deixou outra repórter gravemente ferida

Uma fotógrafa alemã da agência de notícias AP morreu e outra jornalista ficou gravemente ferida nesta sexta-feira em um ataque dentro de uma delegacia na região leste do Afeganistão, na véspera do primeiro turno da eleição presidencial. Segundo o porta-voz da polícia da província de Khost, na fronteira com o Paquistão, Mobarez Mohamad Zadran, o ataque aconteceu dentro de uma delegacia e o criminoso usava o uniforme de agente. "Uma das jornalistas morreu na hora e outra se encontra em estado crítico", declarou Yaqub Mandozai, chefe adjunto de polícia de Khost.

"As duas jornalistas foram atacadas no distrito de Tanai quando estavam na sede local da polícia", afirmou Zadran.
"Esta é a primeira vez na história da província de Khost que atacam jornalistas estrangeiros", disse Mandozai. O ministério afegão do Interior condenou o ataque cometido por um policial e prometeu uma investigação.

Khost é uma província remota e infiltrada pela rebelião talibã. Além disso, fica perto da fronteira com as zonas tribais
paquistanesas, verdadeiro reduto de insurgentes. Anja Niedringhaus foi o segundo jornalista ocidental assassinado no Afeganistão durante a campanha eleitoral. No dia 11 de março o repórter sueco Nils Horner foi morto a tiros. Em 20 de março, o jornalista Sardar Ahmad, sua mulher e dois filhos do casal morreram em um tiroteio no hotel Serena de Cabul, que deixou nove mortos no total.

O ataque desta sexta-feira aconteceu na véspera do primeiro turno da eleição presidencial afegã, que os talibãs prometeram "perturbar" por todos os meios. A votação designará o sucessor de Hamid Karzai, o único presidente que o país conheceu desde a queda dos talibãs em 2001 e que, segundo a Constituição, não pode disputar um terceiro mandato.

O novo presidente terá um grande desafio: a garantia da segurança do país por forças afegãs, pois até o fim do ano será concluída a retirada das tropas da Otan. Entre os oito candidatos à presidência, os favoritos são três ex-ministros de Karzai: Zalmai Rasul, considerado o candidato do atual presidente, Ashraf Ghani, economista, e Abdullah Abdullah, que ficou em segundo lugar na eleição de 2009.
 
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