"As duas jornalistas foram atacadas no distrito de Tanai quando estavam na sede local da polícia", afirmou Zadran.
"Esta é a primeira vez na história da província de Khost que atacam jornalistas estrangeiros", disse Mandozai. O ministério afegão do Interior condenou o ataque cometido por um policial e prometeu uma investigação.
Khost é uma província remota e infiltrada pela rebelião talibã. Além disso, fica perto da fronteira com as zonas tribais
paquistanesas, verdadeiro reduto de insurgentes. Anja Niedringhaus foi o segundo jornalista ocidental assassinado no Afeganistão durante a campanha eleitoral. No dia 11 de março o repórter sueco Nils Horner foi morto a tiros. Em 20 de março, o jornalista Sardar Ahmad, sua mulher e dois filhos do casal morreram em um tiroteio no hotel Serena de Cabul, que deixou nove mortos no total.
O ataque desta sexta-feira aconteceu na véspera do primeiro turno da eleição presidencial afegã, que os talibãs prometeram "perturbar" por todos os meios. A votação designará o sucessor de Hamid Karzai, o único presidente que o país conheceu desde a queda dos talibãs em 2001 e que, segundo a Constituição, não pode disputar um terceiro mandato.
O novo presidente terá um grande desafio: a garantia da segurança do país por forças afegãs, pois até o fim do ano será concluída a retirada das tropas da Otan. Entre os oito candidatos à presidência, os favoritos são três ex-ministros de Karzai: Zalmai Rasul, considerado o candidato do atual presidente, Ashraf Ghani, economista, e Abdullah Abdullah, que ficou em segundo lugar na eleição de 2009.