Um fracasso da Conferência sobre o Clima de Copenhague, que começou na segunda-feira, custará 500 bilhões de dólares anuais à economia mundial, afirmou nesta terça o diretor geral da Agência Internacional de Energia (AIE). "Se não forem tomadas medidas imediatas para reduzir as emissões de CO2, serão necessários 500 bilhões de dólares em investimentos extras para recuperar o atraso" e impedir que a temperatura do planeta aumente em mais de dois graus centígrados, declarou Nobuo Tanaka.
Segundo Tanaka, a AIE não espera que um tratado internacional obrigatório saia de Copenhague. "É impossível", afirmou. Por outro lado, a cúpula pode terminar com o anúncio de "um compromisso muito forte" por parte da comunidade internacional a favor da redução das emissões de CO2 (dióxido de carbono), indicou. "É o que esperamos. Devemos enviar uma mensagem muito forte aos investidores sobre o meio ambiente que Copenhague está criando. Sem uma mensagem clara, será muito difícil que o setor privado se comprometa com investimentos", estimou o diretor geral da AIE, que representa os interesses dos países consumidores.
Fracasso em Copenhague custaria US$ 500 bilhões por ano, diz AIE
Prejuízo ocorrerá caso não sejam tomadas medidas imediatas contra emissão de CO2, segundo estudo